Arquivo da Categoria: Fotos

Frühling

Depois de um período sabático, onde me propus ficar menos tempo online, cá estou de volta ao bloguito. Vamos recomeçar falando de assuntos amenos até eu engrenar novamente. ;)

Nada melhor do que discorrer sobre o tempo, né? E “pra não dizer que não falei de flores”… É primavera, minha gente. Frühling!!

É a estação do ano que eu mais gosto, porque além de encher a paisagem de flores, é também uma mensagem da natureza dos novos ciclos que iniciam. Nascer. Brotar. Florescer. São verbos que nos remetem à renovação. E isso é sempre bom.

Feliz primavera a todos!

P.S.: Nunca tinha visto essa tulipa branca que mais parece artificial com esse efeito picotadinho. Amo tulipas! ♥ ♥

Trabi customizado

Andando em Berlim no ano passado, vi isso e não pude deixar de fotografar. Eu não sou fã de carros, mas acho os Trabants bem charmosinhos.

O que me chamou atenção, além de ser um Trabi, foi a customização feita nele. Parece um antigo modelo militar usado na época da República Democrática Alemã, mas que agora foi feito de conversível. E está lá o saudosismo explícito de quem mandou repaginar o carrinho: o brasão da RDA.

Aliás, vez por outra ainda vejo alguma referência ao antigo país. Em carros, chaveiros, camisetas. E não somente em lojas de souvenirs.

Enquanto uns não toleram a veneração a qualquer símbolo do antigo regime, outros fazem questão de demonstrar seu saudosismo onde quer que seja. Foi o caso do dono desse Trabi.

Não tem ideia do que seja um Trabant? Então leia esse POST.

Clique nas fotos e você poderá visualizá-las melhor no meu flickr.

O orgulho de ser Trabant.

O brasão da RDA.

Trabi customizado.

A evolução do inverno

Depois de os termômetros terem registrado temperaturas de até -20 graus (socooooorro!) e de toda a neve que cobriu o país ter provocado um tremendo caos, voltamos todos a festejar as temperaturas positivas em terras germânicas.

Acho bem legal ter frio e distintas estações bem definidas (fato que não experimentamos no Brasil), mas quando se trata de um inverno extremo como esse fica difícil viver! Bate uma tristeza danada olhar pra rua e ver tudo branco e acinzentado. Dá preguiça de sair da cama e enfrentar a rua com muitos casacos, botas, gorros, luvas e cachecóis.

Daí eu até entendo quando os alemães só faltam pular de alegria com qualquer solzinho que sai. Certa vez eu vi um rapaz andando de bermuda e camiseta regata, quando eu estava com dois casacos, cachecol e botas. Por dois segundos, me senti um E.T., mas daí olhei em volta e vi que o excêntrico era ele.  :)   Tudo por causa do sol que deu o ar da graça.

Fiz umas fotos em Leipzig que ilustram um pouquinho a evolução: um monte de neve > um pouco de neve > gelinho > e praticamente um pântano depois da neve derretida.

Mas sem querer cortar o clima, só queria lembrar que o inverno ainda vai estar firme e forte até março/abril. TENSO! Bora lá ver as imagens.

Começo de dezembro de 2010. / Beggining of December 2010.
Meados de dezembro, 2010. Middle of December 2010.

Fogos de artifício nos primeiros momentos de 2011. Firewoks in the first moments of 2011.

A caminho do Parque Clara-Zetkin - Janeiro 2011. On the way to Clara-Zetkin Park - January 2011.

Neve indo embora - Janeiro 2011. Snow going away - January 2011.

Parque Clara-Zetkin - Janeiro 2011. Clara Zetkin-Park - January 2011.

A neve derretida dá uma nova cara ao parque (Janeiro 2011). The melted snow gives a new look to the park (January 2011).

Lago de árvores (Janeiro 2011). Trees' lake (January 2011).

14 de janeiro de 2011: 11 graus. January, 14, 2011: 11 degrees.

Herzlichen Glückwunsch, Armin!

O aniversariante do dia / Das Geburtstagkind. Foto: picture alliance / dpa/dpa

Hoje o ator alemão Armin Mueller-Stahl completa 80 anos (Wikipedia – Deutsch / Wikipedia – English). Durante essa semana alguns canais de tv aqui na Alemanha mostraram filmes onde ele atua e jornais e revistas trouxeram entrevistas suas. Fartas homenagens a um dos mais conhecidos atores alemães.

Armin nasceu em 1930 na então Prússia Oriental, território anexado à Rússia a partir de 1945. Começou a fazer teatro em Berlim Oriental nos anos 50. Nos anos 60 entrou para a indústria cinematográfica e após ganhar vários prêmios, Armin se consagrou como um dos atores mais famosos da Alemanha Oriental.

Cena do filme "Tödlicher Irrtum" (1970). Armin está à esquerda. Foto: KPA

Cena do filme "Die Verschworenen" (1971), com Manfred Krug (dir.) e Armin Muller-Stahl (esq.). Foto: Bundesarchiv / CC

Mueller-Stahl em Berlim Oriental em 1976. Foto: dpa-Zentralbild

Por discordar dos rumos políticos do país, Armin deixou a RDA em 1980 e foi morar em Berlim Ocidental. A partir daí, trabalhou com diretores importantes como Rainer Werner Fassbinder e Andrzej Wajda. Com o passar dos anos, o ator de marcantes olhos azuis passou a integrar elencos de diversas produções hollywoodianas. E é em Hollywood que Armin Mueller-Stahl vive atualmente.

Abaixo, coloco um fragmento do filme “Night on Earth” (1991) do diretor norte-americano Jim Jarmusch. Foi nesse filme que eu vi Armin atuando pela primeira vez (aliás, para quem ainda não viu o filme, recomendo muito!). O vídeo está em inglês com legendas em alemão.

Parabéns, Armin!

Heidi

Heidi, mascote do zoológico de Leipzig. Foto: dapd (c)

Um dos animais mais raros do parque zoológico de Leipzig é a fêmea de gambá de dois anos chamada Heidi. Ela é uma raridade, pois veio ao mundo com um problema: ela é vesga. Segundo os veterinários, Heidi não teria a menor chance de sobrevivência se não estivesse no zoológico, onde recebe alimentação equilibrada e não tem inimigos a temer. Heidi vive com sua irmã Naira e um gambá macho chamado Teddy.”

Só tenho uma coisa – aliás um símbolo – a declarar: ♥ ♥ ♥

FONTE.

A lógica analógica

Já faz quase um ano que voltei a fotografar de maneira analógica. Tem horas que esse nervosismo da era moderna me deixa bem cansada. Daí, achei legal buscar outras formas de expressão que me fizessem desacelerar um pouco. E foi assim que tudo (re)começou.

Na verdade, eu não sou fotógrafa profissional. Sempre digo que gosto de voltar a câmera para pessoas e momentos que me chamam a atenção de alguma forma. Se a foto vai estar bem enquadrada ou em foco, é meio secundário pra mim. Aliás, para alguém levemente míope como eu, pode contar que vão sair muitas imagens fora de foco. Depois é só dizer que faz parte do meu estilo e tá tudo na paz. :)

Esse blá-blá-blá todo só pra postar umas fotos que fiz durante o verão de Leipzig com uma camerazinha emborrachada, sem visor, movida à corda,  que mais parece um brinquedinho retrô. Fazer imagens com ela, me faz ir por um caminho mais intuitivo e ainda curtir a espera pela revelação do filme. De quebra, saio um pouco da ansiedade esquizofrênica que é fazer fotos digitais (convenhamos: num passeio despretensioso de domingo, a pessoa voltar com quase 300 fotos pra casa é ou não é insano?).

Reveladas as imagens, eu me descubro nas imperfeições e na simplicidade.

[clicando em cada imagem você vai lá pro meu flickr onde pode vê-la melhor].

Parada do bondinho

Ruínas

Uma tarde ensolarada.

Vôley de "praia".

Pedalando

Manequim.

Weihnachten

Um dos momentos mais bonitos do ano aqui em terras germânicas – tirando o frio – é o natal (em alemão Weihnachten). No Brasil somos acostumados desde pequeninos a ver decorações natalinas que não têm nada a ver com a nossa realidade. Bonecos de neve, chaminés e meias penduradas na janela não combinam com o clima dos trópicos.

O dia que colocarem um papai noel surfando, aí sim vou achar que tem mais a ver (há alguns anos um shopping center de Natal/RN inovou e vestiu o bom velhinho com bermudas, camiseta regata e chinelos. Nada mal para uma cidade praieira!).

Aqui na Alemanha, a decoração de natal é linda e tem tudo aquilo que a gente vê no Brasil e outras coisinhas mais. Guloseimas, bibelôs decorativos, feiras natalinas e pinheiros verdadeiros decorados com afinco são os elementos que encantam todo mundo nessa época do ano. Isso sem falar na minha perdição: o Glühwein, um vinho quente com ervas e especiarias que aquece até a alma durante o inverno – não, gente. Eu não sou alcóolatra! Mas o que fazer se o negócio é bom? Aliás, delicioso? :)

Ontem tirei umas fotinhos da estação ferroviária central de Leipzig e uma parte de sua decoração natalina. Ao clicar em cada imagem, você pode visualizá-la melhor diretamente no meu flickr. Segue o registro!

Queda do Muro de Berlim: 21 anos

Hoje, celebra-se o aniversário de 21 anos da queda do muro de Berlim. Sem muito alarde. Sem a festa gigantesca que ocorreu no ano passado. Sem os milhares de projetos paralelos que pipocaram em Berlim no ano de 2009, todos com um só foco: lembrar e celebrar os 20 anos da queda do muro.

Apesar de não ser tão comemorado como no ano passado, o Memórias do Muro não deixa esse dia passar em branco e celebra a memória e a simbologia dessa data com imagens bem bacanas. Aproveitem!

Novembro de 1989. Foto: Lionel Cironneau/AP Photo.

Bernauerstrasse, onde o muro começou a ser construído (acima, em foto de 1968) e em 2009 (abaixo). Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP/Getty Images.

A famosa zona de fronteira e controle de passaportes Checkpoint Charlie em 1968 (acima) e sob o mesmo ponto de vista em 2009 (abaixo). Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP/Getty Images.

Reichstag, sede do parlamento alemão, em 10 de novembro de 1989 (acima) e sob a mesma perspectiva em 20.10.2009 (abaixo). Créditos: ERARD MALIE/AFP/Getty Images.

Foto de 31.10.2009 tirada na Potsdamer Platz, com uma imagem do ativista de direitos humanos americano Martin Luther King, em sua visita a Berlim Ocidental, na fronteira com a Potsdamer Platz, em 13 de setembro de 1964. Foto: Franka Bruns/AP Photo.

[via]

Sibylle Bergemann

Nas minhas buscas diárias na internet, vi que a fotógrafa Sibylle Bergemann morreu ontem na terça, dia 02, aos 69 anos. Todas as notícias afirmam da importância de suas fotos para mostrar um glamour na época da RDA que não existia na realidade nua e crua do país. Ela ficou conhecida por seu trabalho como fotógrafa de moda e segundo o periódico alemão Die Welt, essas são imagens icônicas. Nos últimos tempos, Bergemann trabalhava para as revistas Spiegel, Stern e Geo.

Sibylle morreu vítima de câncer ontem na terça à noite, em uma cidade de Brandemburgo, alguns dias antes da estreia do documentário Mein Leben (minha vida), que como sugere o título, é uma homenagem à fotógrafa.

Para quem mora em Berlim, a premiére do filme será na próxima quarta-feira, 10 de novembro, às 20h15 no Kino Babylon-Mitte com a presença da diretora Sabine Michel.

Abaixo, algumas imagens feitas por Sibylle Bergemann. Muito além de somente fotografar moda, ela também estava atenta ao cotidiano da sociedade em que vivia.

Foto de Sibylle Bergemann. ©Arno Fischer

 

Sellin-Ostsee/Mar Báltico, 1981. ©Sibylle Bergemann

Lustgarten, Berlim, 1982. ©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

Foto de 1986, da série sobre a construção do monumento em homenagem a Marx e Engels. ©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

Sibylle Bergemann. ©Fotoecken

Novas perspectivas

Note: For translations, please go in the specific page above called “Translation-Übersetzung” (under the blog’s title).

Em Leipzig, na antiga Alemanha Oriental, surgem indícios que apontam um novo caminho para a sociedade. Nada de capitalismo ou socialismo, senhoras e senhores. O futuro é isso aí   :)   :

Tradução livre - "Não há alternativa: Feminismo"

Para a posteridade > foto tirada ontem em um dia nublado e chuvoso.

Adeus, verão!

Note: For translations, please go in the specific page above called “Translation-Übersetzung” (under the blog’s title). ;)

Die Sommer ist (fast) vorbei - o verão já (quase) se foi. Os dias quentinhos e ensolarados vão dando espaço a temperaturas mais amenas. Durante o dia não se vai muito além de 23 graus. À noite, já baixamos aos 12 graus.

Antes de me despedir de vez das roupas mais leves e sandálias rasteiras, mostro 15 fotos tiradas ao longo da estação nas cidades de Leipzig e Dresden. E seja bem-vindo, querido outono!

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49 years ago

Memória.

Memory.

Erinnerung.

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Berlin, 1961. "Nobody intends to build a wall", said East German leader Walter Ulbricht before the Wall was built up. The sign is situated in West-Berlin near the wall and shows to East- Berlin. (c) Heiko Burkhardt

Berlin, 1961. West Berliners waving and watching their relatives in East Berlin. (c) Heiko Burkhardt

Berlin, 1961. Berlin Wall at Zimmerstrasse/Markgrafenstrasse West Berliners watching over the Wall to the East. (c) Heiko Burkhardt

Berlin, Bernauer Strasse. The house was in the East, the pedestrian in the West, Olga Segler jumped out of the window and died. (c) Heiko Burkhardt

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All the photos and their comments are from Daily Soft.
If you come here for the first time or simply want to know more about the theme, just explore the tag “Berlin wall” and find related posts. ;)

Ampelmännchen

O bonequinho do semáforo, símbolo remanescente da Alemanha Oriental.

“Todos na Alemanha conhecem e amam esta simpática figura que se tornou símbolo da ex-Alemanha Oriental: o ‘Ampelmännchen’, homenzinho do semáforo, nas cores vermelho e verde. Com a reunificação do país, o leste acabou adotando os sinais de trânsito da Alemanha Federal e o homenzinho do semáforo virou objeto cobiçado nas lojas de suvenires. A partir desta sexta-feira (dia 23.07.2010), ele pode ser encontrado nos semáforos para pedestres na cidade de Hückeswagen, nas proximidades de Colônia, que se tornou a primeira cidade a adotá-lo no oeste do país.”

Fonte: Deutsche Welle

Fotos proibidas

English version below.

A Revista Spiegel dessa semana, traz uma entrevista bem interessante com o fotógrafo alemão Siegfried Wittenburg. Ele fez imagens que foram proibidas na época da Alemanha Oriental. À beira do colapso, o sistema certamente não queria demonstrar suas fraquezas e mazelas.

"Quanto mais forte o socialismo, mais certa a paz". Foto: Siegfried Wittenburg

Ele cita que após a queda do muro e com a abertura dos arquivos da STASI (polícia secreta da Alemanha Oriental), ele acabou descobrindo no seu fichário que um chefe dele de então, tinha desconfianças sobre o seu hobby de fotografar lugares e situações aparentemente banais.

O fotógrafo disse que teve sorte, já que era mais fácil detectar intenções rebeldes em textos do que em fotos.

Essa foto acima integra uma exposição com outras imagens do fotógrafo no Museu Falkensee, próximo a Berlim. Elas podem ser vistas até 26 de setembro de 2010.

As fotos da reportagem com descrições detalhadas estão AQUI . E a entrevista com o fotógrafo AQUI. Tudo em inglês.

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FORBIDDEN PHOTOS

The Spiegel magazine of the current week, has an interesting interview with the photographer Siegfried Wittenburg. He made some photos, which were forbidden in GDR times. About to collapse, the regime certainly didn’t want to show its weaknesses and problems.

This photo above is part of an ehxibitin with other photos of the photographer in the Falkensee Museum, close to Berlin. They can be appreciated until September 26, 2010.

The article’s photos with full descriptions are HERE. And the interview with Siegfried Wittenburg is HERE. Everything in English.

A realidade encenada

Uma encenação que virou ícone fotográfico. / A staged action that became an iconic photograph. Photo: YEVGENY KHALDEI/AP

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English version below

Confesso que não sabia que essa foto tão famosa é, na verdade, uma encenação.

Da Associated Press:

Morreu na última segunda 1 dos 3 soldados do Exército Vermelho que, em célebre foto que se tornou símbolo da derrocada nazista na Segunda Guerra, foram retratados em maio de 1945 fincando a bandeira da União Soviética no telhado do Reichstag, a sede do Parlamento alemão, disseram ontem autoridades da Rússia.

Abdulkhakim Ismailov, 93 anos, morreu de causa não revelada no vilarejo de Chagar-Otar, sua terra natal, no Daguestão -república da Rússia localizada no Cáucaso, em região fronteiriça com o Azerbaijão-, segundo um comunicado do governo.

Na foto tirada em 2 de maio de 1945, apenas alguns dias depois da tomada de Berlim, Ismailov aparece auxiliando um outro soldado soviético a hastear a bandeira da União Soviética no Reichstag.

Ao fundo, edificações em ruínas e tanques militares retratam a destruição e ocupação da capital da Alemanha após seis anos de guerra.

A imagem tornou-se um ícone da vitória da União Soviética sobre o regime nazista de Adolf Hitler e foi transformada em instrumento de propaganda pelo país comunista.

Anos mais tarde, no entanto, o fotógrafo soviético autor do retrato, Ievgeny Khaldei, admitiu que o momento havia sido encenado e revelou que a própria bandeira da URSS tinha sido improvisada -a peça original fora alvejada por atiradores de elite alemães.

Ismailov foi identificado como um dos soldados retratados na fotografia somente em 1996, quando recebeu uma medalha de Herói da Rússia em homenagem pelo feito.

Após a guerra, o militar soviético serviu em cargos políticos e no Partido Comunista. Abdulkhakim Ismailov teve quatro filhos e oito netos.

Texto retirado da Folha de São Paulo (acesso somente para assinantes). Uma dica do amigo Sandro Fortunato. ;)

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I confess I didn’t know that this so famous photo in fact was staged.

From The Guardian:

Soviet soldier pictured in iconic 1945 Reichtstag photo dies. Abdulkhakim Ismailov was one of three Soviet soldiers seen in photograph taken shortly after fall of Berlin in 1945.

A Red Army soldier who appears in a historic photograph helping hoist a hammer-and-sickle flag over the Reichstag in Berlin in 1945 has died, aged 93. Abdulkhakim Ismailov died of unspecified causes on Tuesday in his native village of Chagar-Otar.

Ismailov was one of the three Soviet soldiers seen in the iconic photograph, which was taken shortly after the fall of Berlin in May 1945. He stands beneath the man holding the flagpole.

The photo became an iconic image of the Soviet victory over Nazi Germany. It has often been compared to the 1945 Associated Press photograph of US soldiers raising the American flag on Iwo Jima.

The Soviet photographer, Yevgeny Khaldei, said years later that the image was staged, and the flag was sewn from three tablecloths, as the original hammer-and-sickle flag flown from the Reichstag was shot down by German snipers.

After the war, Ismailov served as a chairman of a collective farm and a Communist party official. He is survived by four children and eight grandchildren.