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Critics on Reunification Monument

From Deutsche Welle:

After hundreds of proposals and years of debate, a design from Berlin’s newest monument has been selected. But it has drawn harsh criticism from those who say it symbolizes all the wrong things.

 The reunification monument is set to occupy a central spot in the city, across from the Berlin City Palace, which is also slated to be rebuilt. But the design, titled “Citizens in Motion,” by Stuttgart-based firm Milla & Partner has met with confusion and rejection – as well as enthusiasm.

Two different commissions reviewed designs for the project over the course of several years. Some 500 proposals were submitted from all segments of society, but the jury couldn’t agree on any of them. That’s when they changed the application process: only designated artists were invited to submit proposals. The second attempt drew 300 suggestions. (…)

More HERE.

Controvérsia na East Side Gallery

Saiu no El Pais:

A principios de 1990, Bodo Sperling fue contactado por un grupo de artistas de la antigua República Democrática Alemana (RDA) para participar en la realización de una obra de arte colectiva que cubriría la superficie gris del muro que dividió la ciudad de Berlín, y el mundo entero, en dos bloques. Eligió los colores azul, amarillo, negro y blanco. Pintó líneas geométricas y las estrellas de la Unión Europea, y tituló su obra La transformación del pentagrama en una estrella de paz en una Europa sin muros. Él y otros 117 artistas de todo el mundo realizaron juntos la que se conoce como la “mayor galería de arte al aire libre del mundo”, la East Side Gallery. Hoy, sin embargo, en lugar de los colores de Sperling se ha quedado un espacio vacío pintado de blanco.

Notícia completa AQUI.

Dica do Manuel Zayas. ;)

Trabi customizado

Andando em Berlim no ano passado, vi isso e não pude deixar de fotografar. Eu não sou fã de carros, mas acho os Trabants bem charmosinhos.

O que me chamou atenção, além de ser um Trabi, foi a customização feita nele. Parece um antigo modelo militar usado na época da República Democrática Alemã, mas que agora foi feito de conversível. E está lá o saudosismo explícito de quem mandou repaginar o carrinho: o brasão da RDA.

Aliás, vez por outra ainda vejo alguma referência ao antigo país. Em carros, chaveiros, camisetas. E não somente em lojas de souvenirs.

Enquanto uns não toleram a veneração a qualquer símbolo do antigo regime, outros fazem questão de demonstrar seu saudosismo onde quer que seja. Foi o caso do dono desse Trabi.

Não tem ideia do que seja um Trabant? Então leia esse POST.

Clique nas fotos e você poderá visualizá-las melhor no meu flickr.

O orgulho de ser Trabant.

O brasão da RDA.

Trabi customizado.

Os pais da reunificação

Ontem foi inaugurado em Berlim, um monumento em homenagem aos chamados “pais da reunificação alemã”.

Bush (pai), Kohl e Gorbatschow: pais da reunificação. Foto: Ralf Lutter

O então presidente da União Soviética Michail Gorbatschow, o ex-chanceler da Alemanha Ocidental Helmut Kohl e o ex-presidente dos Estados Unidos George Bush (pai), ganharam bustos de bronze no bairro berlinense de Kreuzberg.

Há dois dias, vi um documentário que explicou os meandros políticos que ocorreram entre a queda do muro e a reunificação. Foram muitos encontros, conversas, acordos. Fiquei admirada com a coragem de Gorbatschow em arriscar a sua manutenção no poder para apoiar a união das Alemanhas divididas. O documentário mostrou que houve um risco iminente de golpe militar na então União Soviética. Mas mesmo assim, Gorbatschow foi em frente.

Descobri também que o presidente da França à época, François Miterrand, não apoiou logo de cara essa estória de reunificação. Helmut Kohl teve jogo de cintura para convencê-lo a apoiar a causa mais tarde.

Nesse tempo que levo vivendo no antigo território da RDA, posso afirmar que a maioria das pessoas com quem conversei e troquei ideias sobre o antigo país, fala que hoje as coisas são melhores. Mas alguns fazem  parênteses falando dos problemas causados pela união dos países, como por exemplo, o desaparecimento de algumas indústrias e o consequente desemprego de muita gente da região.

Nesses 20 anos de Alemanha unida, percebo que ainda há uma divisão invisível entre os “dois países”, seja por mentalidade ou por diferenças sócio-econômicas. O mais bacana seria sanar os eventuais problemas, mantendo as particularidades de cada região. Afinal, se pode aprender bastante das diferenças.

Berlin 456189

Eu gosto desse vídeo e quero compartilhar com vocês. Às vezes a música é incômoda – assim como as imagens. Tente imaginar as circunstâncias nesses diferentes anos. Essa colagem nos transporta para lá.

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I like this video and I want to share it with you. The music is sometimes annoying – as the images themselves. Try to imagine the circumstances in those different years. This collage brings us there.

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Memória em Fotos – III

Note: If you click in the photos, you’ll go to the direct link of them.

Se você passou por aqui antes, já deve ter visto umas fotos incríveis tiradas na RDA. Vamos ver mais algumas imagens bacanas de JM van Elk? Dica: se clicar na foto, chegará ao link direto com as explicações do próprio fotógrafo.

East Berlin some days before the fall of the wall.

Karl Max Alle em Berlim Oriental alguns dias antes da queda do muro.

Aglomeração na Alexanderplatz, Berlim Oriental, no maior protesto realizado na RDA alguns dias antes da queda do muro.

Potsdamerplatz e o muro em 1989.

Em 1990, um agradecimento camarada a Gorbachev.

Bandeiras da RDA sendo vendidas como meros souvenirs em 1990.

Trabant no bairro de Kreuzberg (Berlim) depois da queda do muro.

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Se você chegou no Memórias do Muro agora, aqui estão o primeiro e o segundo posts com outras imagens bem interessantes. E para quem não sabe a importância de um Trabant na RDA, recomendo a leitura desse post.

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Stasi em derrocada

Multidão pede o fim da Stasi em Berlim, 15 de Janeiro de 1990. Fonte: Bundesarchiv

Há exatos 20 anos, centenas de cidadãos de Berlim Oriental se reuniram em protesto diante do prédio central da STASI (a polícia secreta da RDA). Todos faziam pressão para dar fim ao serviço de espionagem e pediam a abertura dos arquivos secretos.

Aglomerados cada vez em maior número, os cidadãos furiosos acabaram invadindo o prédio horas depois, destruindo equipamentos e atirando documentos pelas janelas.

Contextualizando: há 20 anos o muro tinha caído, mas a Alemanha ainda estava dividida.

Memória em Fotos – II

Note: If you click in the photos you’ll go to the direct link of them.

Como havia falado no post anterior, aqui vão mais algumas fotos do flickr de JM van Elk. Se clicar nas fotos, você vai direto pro link específico com as explicações do próprio autor (em inglês).

Portão de Brandemburgo visto do ponto de vista de quem estava na Berlim Oriental. 1988

Portão de Brandemburgo visto do ponto de vista de quem estava na Berlim Ocidental. 1988

Posto de controle de fronteira Checkpoint Charlie em 1989.

Os destroços do Checkpoint Charlie após a queda do muro em 1990.

Post relacionados: aqui e aqui.

Memória em fotos

Eu adoro imagens. Acho que elas podem traduzir situações muito melhor do que palavras bonitas e bem encadeadas (tese já difundida naquele dito popular “uma imagem vale mais que mil palavras”).

Fazendo minhas pesquisas corriqueiras, me deparo com uma preciosidade, uma relíquia de verdade. Assim, facilmente ao meu alcance no flickr. Imediatamente comentei e parabenizei o autor das imagens e pedi para usar algumas delas aqui.

Felizmente ele me autorizou e nos próximos dias os leitores do Memórias do Muro vão poder ver e sentir um pouco da Berlim dividida, do país comunista acinzentado e dos momentos corriqueiros tão bem guardados em belas imagens!

As fotos são de Berlim Ocidental e Berlim Oriental no período entre 1988 e 1990. Clicando nelas, você poderá ir direto ao link correspondente no flickr de JM van Elk.

Carimbos da RDA no passaporte / GDR Stamps in the passport.

Carimbos da RDA no passaporte. / GDR Stamps in the passport.

Criança passando pelo muro da Berlim Oriental para a Berlim Ocidental em 1990. / A kid stepping from East to West Berlin in 1990.

Praça Lênin, Berlim Oriental, 1989. / Leninplatz, East Berlin.

O Leste encontra o Oeste. Berlim Oriental, 1988. East meets West. East Berlin.

Post relacionados: aqui e aqui.

Potsdamer Platz, 09.Nov.09

Aqui algumas fotos que tirei ontem na festa de 20 anos da queda do muro de Berlim. Como costumo dizer: Todas as imagens são feitas com uma câmera digital, caseira mesmo. Para mim o que vale é o registro de um momento ou de um lugar. Não busco a estética perfeita. Apenas abro os olhos para o que me circunda.

Nesse post faço um relato pessoal sobre a festa.

Chuva.

2

O que pensará?

3

Gigantes.

4

A festa transmitida em telões.

5

Pou, pou!

6

Orgia de fogos no ceu.

7

Indo para casa.

8

Multidão atééé longe.

9

Havia uma camisa no meio do caminho, no meio do caminho...

10

Voltando ao normal.

11

Fim de festa à espera do metrô.

Volksbühne

Foto do dia.
Todas as imagens são feitas com uma câmera digital, caseira mesmo. Para mim o que vale é o registro de um momento ou de um lugar. Não busco a estética perfeita. Apenas abro os olhos para o que me circunda.
theater

Volksbühne. Berlim/Berlin, 2007.

Sensações

Para quem tem boa imaginação, o vídeo abaixo ajuda a dar uma ideia de como era viver emparedado na Berlim dos anos 80. Fragmentos do filme “Wilde Clique”:

 

15h26

Foto do dia.
Todas as imagens são feitas com uma câmera digital, caseira mesmo. Para mim o que vale é o registro de um momento ou de um lugar. Não busco a estética perfeita. Apenas abro os olhos para o que me circunda.
berlim

Berlim, 2007

East Side Gallery

Atualização de 28/10/2009: veja aqui o depoimento exclusivo do artista português Kim Prisu, um dos primeiros a pintar na East Side Gallery.

Restam poucos pedaços originais do muro de Berlim. O maior e mais conhecido deles é a East Side Gallery, considerada a maior galeria de arte a ceu aberto do mundo.

Logo depois que as fronteiras se abriram, muitos artistas decidiram  colorir o cinza do paredão e fizeram pinturas do lado oriental do muro, localizado às margens do rio Spree.

Com a ação do tempo e até mesmo de vândalos, muitas obras originais se deterioraram. Algumas pinturas estavam pichadas e irreconhecíveis.

Nos últimos meses o paredão passou por uma restauração em virtude das celebrações dos 20 anos da queda do muro de Berlim.  Segundo informações oficiais, atualmente a galeria conta com cerca de 106 pinturas feitas por artistas do mundo inteiro.

O beijo camarada, comum nos encontros de líderes dos países socialistas. Foto: Régis Bossu/Sygma

O beijo camarada. Ato comum nos encontros de líderes dos países socialistas. Foto: Régis Bossu/Sygma

Uma das imagens mais famosas da galeria é (ou era?) a reprodução de um beijo entre o então presidente da RDA Erich Honecker e o seu camarada Leonid Brezhnev, líder da União Soviética. Há notícias de que nas restaurações, o ícone da East Side Gallery tenha sido apagado para ser restaurado posteriormente.

Abaixo um vídeo curtinho que mostra a galeria ao ar livre, também chamada de “Memorial Internacional pela Liberdade no muro de Berlim”.

Primaveril

Foto do dia.
Todas as imagens são feitas com uma câmera digital, caseira mesmo. Para mim o que vale é o registro de um momento ou de um lugar. Não busco a estética perfeita. Apenas abro os olhos para o que me circunda.
Berlim/Berlin, 2007.

Berlim/Berlin, 2007.