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Grau

Em homenagem a essa segunda-feira meio acinzentada, aí vai a canção Grau (cinza) da banda Hard Pop.

The Cure na RDA

O ingresso do show da banda THE CURE em Leipzig, 1990.

Em agosto de 1990, o muro já tinha caído, mas a reunificação das Alemanhas ainda estava a caminho, se estruturando pouco a pouco nos bastidores da política. Nesse cenário de abertura e mudanças, a banda inglesa The Cure se apresentou em Leipzig e Dresden, ainda na antiga Alemanha Oriental.

Isso pode parecer algo comum hoje, mas na época em que o regime socialista vigorava no país, escutar rock era tido como ato contrarrevolucionário.

Divirtam-se vendo fragmentos do show em Leipzig, que segundo notícias da época, levou cerca de 15 mil pessoas ao delírio! Agora Boys don’t cry:

Close to me:

Saturday Night:

Disintegration:

Sibylle Bergemann

Nas minhas buscas diárias na internet, vi que a fotógrafa Sibylle Bergemann morreu ontem na terça, dia 02, aos 69 anos. Todas as notícias afirmam da importância de suas fotos para mostrar um glamour na época da RDA que não existia na realidade nua e crua do país. Ela ficou conhecida por seu trabalho como fotógrafa de moda e segundo o periódico alemão Die Welt, essas são imagens icônicas. Nos últimos tempos, Bergemann trabalhava para as revistas Spiegel, Stern e Geo.

Sibylle morreu vítima de câncer ontem na terça à noite, em uma cidade de Brandemburgo, alguns dias antes da estreia do documentário Mein Leben (minha vida), que como sugere o título, é uma homenagem à fotógrafa.

Para quem mora em Berlim, a premiére do filme será na próxima quarta-feira, 10 de novembro, às 20h15 no Kino Babylon-Mitte com a presença da diretora Sabine Michel.

Abaixo, algumas imagens feitas por Sibylle Bergemann. Muito além de somente fotografar moda, ela também estava atenta ao cotidiano da sociedade em que vivia.

Foto de Sibylle Bergemann. ©Arno Fischer

 

Sellin-Ostsee/Mar Báltico, 1981. ©Sibylle Bergemann

Lustgarten, Berlim, 1982. ©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

Foto de 1986, da série sobre a construção do monumento em homenagem a Marx e Engels. ©Sibylle Bergemann

©Sibylle Bergemann

Sibylle Bergemann. ©Fotoecken

Am Fenster

Note: For translations, please go in the specific page above called “Translation-Übersetzung” (under the blog’s title). ;)

Am Fenster é um dos clássicos da época da Alemanha Oriental. É de uma banda chamada City, que existe até hoje. Por ser tão especial e também por ter sido uma das primeiras músicas do chamado Ostrock que eu conheci, vou usar esse post para colocar versões diferentes da canção.

Alguns devem estar se perguntando: “mas o que é Ostrock?”. Esse é o termo usado para designar o rock produzido na Alemanha Oriental.

Vamos à primeira versão? Abaixo um vídeo que é uma relíquia (releve o fato de eu usar sempre essa palavra aqui. Hehe.): uma apresentação da banda City ainda na época da RDA. Infelizmente não há descrições de onde foi isso. O ano é 1984. A música está incompleta e o som não é lá essas coisas, mas vale dar uma conferida:

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Aqui embaixo, uma versão também ao vivo, gravada no ano passado:

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E para finalizar, posto dois áudios diferentes: o primeiro traz a canção original e o segundo é uma versão em inglês. Pra falar a verdade, não sei se é por costume, mas eu prefiro a versão em alemão. E você, o que acha?

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Morgen

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Eu gosto das músicas de Manfred Krug, um cantor que na verdade nasceu no Oeste alemão e depois migrou pra RDA.

Tem um climão bem anos 70 nessa canção que posto hoje. Conheci hoje e já quis compartilhar com quem vem por aqui. Play “Morgen” de Manfred Krug.

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Blau

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A música selecionada hoje provoca sensações distintas (ao menos em mim). Primeiro ela me pareceu sombria, mas depois deu uma suavizada. Eu acabei associando a melodia a uma atmosfera de sonho. E vocês, o que sentem ao ouvir essa canção?

Play Blau (azul) do projeto independente A.F. Moebius, que é da época final da RDA (1985- 1987).

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Immer

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Mais uma canção pra série de música da Alemanha Oriental. Hoje coloco um projeto independente chamado “Heinz & Franz“. Ouvi o disco deles e é beeeeem experimental com algumas coisas bacanas.

A canção que coloco aqui é calma e tem uma ‘vibe’ que eu gosto. É curtinha, então play “Immer“, que quer dizer “sempre”. Bom fim-de-semana!

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Anders

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Depois de uma pausa de poucos dias, sigo aqui com a série de músicas da Alemanha Oriental. A música de hoje é um pouco mais “calma”, mas não menos underground. Play “Anders” da banda Sandow.

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Ich such’ die DDR

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Hoje a música vai em forma de vídeo. Dois, por sinal. Sigo com a banda Feeling B, porque pelo que ouvi e pesquisei, eles fizeram parte do mais puro movimento underground em plena RDA. A banda não existe mais e atualmente dois de seus integrantes fazem parte da banda Rammstein.

Os vídeos abaixo mostram a mesma música: o primeiro traz a versão de estúdio com algumas imagens da Alemanha Oriental pra ilustrar. E o segundo mostra a banda tocando ao vivo, provavelmente no começo da década de 90 (há legendas em inglês).

Play “Ich such’ die DDR” que significa “Eu procuro a RDA“. Um clássico!

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Alles ist dufte

Ainda em ritmo punk, seguimos com a banda Feeling B, canção “Alles ist dufte“. Play!
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Artig

Começo hoje uma série de posts com músicas diversas da época da Alemanha Oriental. Nos próximos dias, vamos de punk.

O título abaixo é Artig que integra o álbum “Hea Hoa Hea Hoe Hea Hoa Hea” da banda de punk Feeling B. Mais sobre eles aqui (em inglês).

Espero que curtam!
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Bebo Sher, um barbeador

Propaganda de um barbeador da Alemanha Oriental.
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Ampelmännchen

O bonequinho do semáforo, símbolo remanescente da Alemanha Oriental.

“Todos na Alemanha conhecem e amam esta simpática figura que se tornou símbolo da ex-Alemanha Oriental: o ‘Ampelmännchen’, homenzinho do semáforo, nas cores vermelho e verde. Com a reunificação do país, o leste acabou adotando os sinais de trânsito da Alemanha Federal e o homenzinho do semáforo virou objeto cobiçado nas lojas de suvenires. A partir desta sexta-feira (dia 23.07.2010), ele pode ser encontrado nos semáforos para pedestres na cidade de Hückeswagen, nas proximidades de Colônia, que se tornou a primeira cidade a adotá-lo no oeste do país.”

Fonte: Deutsche Welle

Fotos proibidas

English version below.

A Revista Spiegel dessa semana, traz uma entrevista bem interessante com o fotógrafo alemão Siegfried Wittenburg. Ele fez imagens que foram proibidas na época da Alemanha Oriental. À beira do colapso, o sistema certamente não queria demonstrar suas fraquezas e mazelas.

"Quanto mais forte o socialismo, mais certa a paz". Foto: Siegfried Wittenburg

Ele cita que após a queda do muro e com a abertura dos arquivos da STASI (polícia secreta da Alemanha Oriental), ele acabou descobrindo no seu fichário que um chefe dele de então, tinha desconfianças sobre o seu hobby de fotografar lugares e situações aparentemente banais.

O fotógrafo disse que teve sorte, já que era mais fácil detectar intenções rebeldes em textos do que em fotos.

Essa foto acima integra uma exposição com outras imagens do fotógrafo no Museu Falkensee, próximo a Berlim. Elas podem ser vistas até 26 de setembro de 2010.

As fotos da reportagem com descrições detalhadas estão AQUI . E a entrevista com o fotógrafo AQUI. Tudo em inglês.

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FORBIDDEN PHOTOS

The Spiegel magazine of the current week, has an interesting interview with the photographer Siegfried Wittenburg. He made some photos, which were forbidden in GDR times. About to collapse, the regime certainly didn’t want to show its weaknesses and problems.

This photo above is part of an ehxibitin with other photos of the photographer in the Falkensee Museum, close to Berlin. They can be appreciated until September 26, 2010.

The article’s photos with full descriptions are HERE. And the interview with Siegfried Wittenburg is HERE. Everything in English.

Primeiro filme alemão do pós-guerra

Hoje tem um programa imperdível para quem está no Rio de Janeiro e se interessa em conhecer um pouco mais a filmografia produzida pela estatal Deutsche Film Ag (DEFA) na então Alemanha Oriental. O longa-metragem de 1946, “Os assassinos estão entre nós” (Die Mörder sind unter uns) dirigido por Wolfgang Staudte, será exibido no Espaço Sesc Rio às 19h. Trata-se do primeiro filme alemão do pós-guerra.

A revista do Sesc escreve: “Berlim, a poderosa capital do Terceiro Reich, é mostrada em escombros e ruínas, revelando a destruição de que foi alvo. Ele (o filme) faz parte do projeto de reeducação do povo alemão para se libertar dos valores nazistas e enfrentar as questões do pós-guerra. O antifascismo é uma das principais características e metas da produção da DEFA”.

Serviço:

Exibição do filme Os assassinos estão entre nós (Die Mörder sind unter uns), RDA – 1946 – Direção de Wolfgang Staudte

28 de abril de 2010, às 19h, no Espaço Sesc Rio: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana. Telefone (21) 2547-0156.

Haverá distribuição gratuita de senhas 30 minutos antes da sessão.

O blog não se responsabiliza caso haja alguma alteração inesperada na programação.

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