Die Frau vom Checkpoint Charlie – uma estória real

Quando se fala do muro, é inevitável não pensar nas muitas famílias que foram separadas logo durante sua construção. Leia aqui o post que escrevi explicando um pouco disso. Alguém que morava na parte leste de Berlim acabou ficando incomunicável com quem estava no lado ocidental da cidade.

Uma cena do filme com a atriz Veronica Ferres. Foto: MDR/UFA/Stefan Falke

Uma cena do filme com a atriz Veronica Ferres. Foto: MDR/UFA/Stefan Falke

Mas há casos de famílias que foram apartadas de outra maneira. É a estória retratada no filme Die Frau vom Checkpoint Charlie ou “A mulher do Checkpoint Charlie”, produzido pelo Das Erste, canal de TV alemão. O longa-metragem, dividido em duas partes, é baseado em um fato real e narra as desventuras de uma mulher da RDA que tenta escapar com as duas filhas pequenas para o Oeste alemão  através das fronteiras e sofre consequências desastrosas por isso.

Jutta Gallus acaba tendo seus planos abortados pela polícia secreta da RDA – a STASI – e é levada para a prisão, onde permanece por quase dois anos sem contato com as filhas.

O Oeste alemão paga uma fiança por sua liberdade. Enfim, o sonho de ir morar do outro lado se realizaria. Mas o regime da RDA foi cruel e lhe deu a liberdade em troca de manter a guarda de suas filhas em território socialista.

Jutta Gallus em protesto no conhecido posto de controle entre as duas partes de Berlim, o Checkpoint Charlie. Foto: MDR/Jutta Gallus

Jutta Gallus em protesto no Checkpoint Charlie. Foto: MDR/Jutta Gallus

Jutta vai para a Alemanha Ocidental e começa uma saga corajosa que  torna sua estória conhecida: todos os dias ela passa a protestar  em um posto de controle de fronteira, entre a Berlim Oriental e a Ocidental, o Checkpoint Charlie. As ações da mãe desconsolada não páram por aí. Ela se acorrentou em uma conferência  internacional sobre direitos humanos em Helsinki e em Roma, chegou a pedir o apoio do então Papa João Paulo II.

Reencontro após seis anos separadas. Foto: MDR/Jutta Gallus

Reencontro após seis anos separadas. Foto: MDR/Jutta Gallus

Após seis anos de separação, mãe e filhas puderam finalmente se reencontrar no dia 26 de agosto de 1988, cerca de um ano antes de o regime na Alemanha Oriental ser derrubado.

Quando vi o filme de ficção e o documentário com as personagens reais dessa estória, me emocionei bastante. Não há como não achar isso tudo muito cruel e absurdo. E não posso deixar de me perguntar: que socialismo era esse que calava vozes, separava famílias, abolia liberdades e controlava a todos como marionetes?

Deixo o link para o trailer do filme. Está em alemão e é bem melodramático, mas é só para ter uma ideia da estória. Cliquem AQUI para ver.

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